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Hiperglicemia: o que é e quais os sintomas?

A hiperglicemia é o nome que se dá ao excesso de açúcar no sangue. Ela ocorre quando o organismo não consegue usar a insulina de maneira correta ou quando há pouca insulina. Com isso, as moléculas de glicose não são quebradas de maneira adequada para serem transformadas em energia para o organismo.

Esse excesso de glicose no sangue, muitas vezes, é consequência da diabetes. Outros três fatores que podem também ser a causa da condição são o uso de alguns medicamentos, os gatilhos para hiperglicemia ou alguns tipos de doenças.

Quer saber mais sobre a hiperglicemia? Neste post você vai entender os sintomas, o diagnóstico, o tratamento, a prevenção e outros detalhes a respeito. Confira!

Sintomas

Reconhecendo os sintomas, fica mais fácil tratar a doença. Saiba mais sobre eles a seguir.

Sintomas precoces

Entre os sinais precoces estão:

  • cansaço;
  • dor de cabeça;
  • muita sede;
  • visão embaçada;
  • vontade frequente de urinar.

Sintomas tardios

Quando não tratada rapidamente, a hiperglicemia pode causar o acúmulo de ácidos no sangue e na urina. Veja alguns dos indícios dessa fase:

  • boca e pele secas;
  • confusão;
  • dor abdominal;
  • falta de ar;
  • hálito adocicado;
  • náuseas e vômito;
  • tontura;
  • sonolência;
  • perda de peso;
  • coma.

Como lidar com um quadro de hiperglicemia

Quem não é diabético, mas apresenta boca seca, aumento do apetite, urina frequente, e muita sede por mais de 24 horas, deve verificar os níveis de glicose. Se isso não for possível, é importante procurar um médico.

Os diabéticos, por outro lado, ao encontrarem uma taxa acima de 240 ml/dL na medição dos níveis de glicose, devem fazer um teste de urina para verificar a presença de corpos cetônicos. Caso o valor esteja alto, é recomendável procurar um médico para mudar a medicação ou os hábitos alimentares.

Hiperglicemia x hipoglicemia

Habitualmente, há confusão entre hiperglicemia e hipoglicemia. As duas estão associadas à taxa de glicose no organismo, mas a hiperglicemia se caracteriza pelo excesso de açúcar no sangue, enquanto a hipoglicemia está relacionada à sua falta.

A hipoglicemia pode ser consequência de alimentação inadequada, exagero em exercícios físicos ou até administração de insulina em excesso.

Diagnóstico

Existem vários exames de sangue que identificam a hiperglicemia. Eles podem ser solicitados pelo clínico geral ou pelo endocrinologista. Confira quais são eles:

  • glicemia aleatória (valor entre 70 e 125 mg/dL);
  • glicemia no jejum (valores normais inferiores a 100 mg/dL);
  • glicohemoglobina A1c (mede taxas de glicose dos últimos dois ou três meses);
  • teste de tolerância à glicose (para diagnosticar a diabetes gestacional).

Tipos de hiperglicemia

Hiperglicemia de jejum

É quando a quantidade de açúcar no sangue está maior que 130 mg/dL — taxa padrão de um organismo que não ingeriu líquido ou alimento por 8 horas.

Hiperglicemia pós-refeição

Pessoas não diabéticas têm taxa de glicose pós-refeição de até 140 mg/dL. A taxa máxima de açúcar no sangue 2 horas após se alimentar deve ser de 180 mg/dL. Se ela estiver acima desse valor, pode ser um caso de hiperglicemia.

Consequências

A longo prazo, se não tratada, a hiperglicemia pode trazer complicações como:

  • catarata;
  • candidíase;
  • doença cardiovascular;
  • nefropatia (dano nos rins) ou insuficiência renal;
  • neuropatia (dano nos nervos);
  • problemas nos pés (causado por fluxo sanguíneo insuficiente ou nervos danificados);
  • problemas articulares e ósseos;
  • problemas de pele;
  • problemas nos dentes e infecções nas gengivas;
  • retinopatia (dano nos vasos sanguíneos da retina).

Tratamento e prevenção

A hiperglicemia está, muitas vezes, relacionada à diabetes. Portanto, ter um controle do açúcar no sangue é uma ótima maneira para prevenir a doença. O teste glicêmico pode ser feito em qualquer lugar e hora, mas de preferência em jejum.

Existem outros cuidados para prevenir a doença. Veja:

  • ajustar a dose de insulina;
  • controlar o peso corporal;
  • informar ao médico estresses e doenças incomuns;
  • informar toda a medicação ingerida, mesmo aquelas que não precisam de prescrição;
  • praticar exercícios físicos regularmente;
  • seguir uma dieta adequada;
  • tomar a medicação sempre nos horários corretos.

Como você pôde perceber, não há necessidade de preocupação com a hiperglicemia. Basta controlar de forma adequada a taxa de açúcar no sangue e informar o médico de confiança se notar algo fora do normal.

Agora, leia nosso post sobre hipoglicemia e saiba quais são os cuidados necessários para seu controle e sua prevenção. Boa leitura!

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