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Sintomas de intolerância à lactose: conheça os principais

Os sintomas de alergia a lactose podem aparecer de diversas formas nos pacientes. Por essa razão, muitas vezes, recebemos o diagnóstico errado para outra doença ou passamos muitos anos sem saber a causa do mal-estar recorrente. Você sabe o que é intolerância à lactose?

Essa condição de saúde caracteriza-se pela incapacidade completa ou parcial do organismo de digerir a lactose — isto é, o açúcar encontrado no leite e em outros alimentos lácteos. Essa deficiência acontece quando o organismo não produz ou produz em quantidade insuficiente a enzima chamada lactase, responsável por quebrar e decompor a lactose no nosso corpo.

Por causa desse problema, a substância chega ao intestino grosso sem qualquer alteração, acumula-se na parede do órgão e é fermentada por bactérias que fabricam ácidos láticos e gases. Por isso, essa condição favorece a retenção de água e o aparecimento de cólicas e diarreias no paciente. Um verdadeiro transtorno!

Se você ainda tem dúvidas sobre a alergia a lactose e quer saber mais sobre os seus principais sintomas, continue a leitura e se informe!

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Fatores de risco

De acordo com uma pesquisa realizada pela Datafolha, cerca de 35% da população brasileira acima de 16 anos tem algum tipo de desconforto digestivo depois de consumir leite ou derivados. Ou seja, mais de um terço da população sofre com esse mal em algum nível. O estudo mostra, ainda, que 82,2% das pessoas com essa condição de saúde confirmada não receberam um diagnóstico médico.

Isso quer dizer que boa parte da população sofre com o desconforto, mas não recebe nenhum tratamento adequado ou não sabe como proceder para diminuir o incômodo gerado por essa intolerância. Você sabe quais são os principais fatores de risco para o surgimento desse problema na população?

A intolerância à lactose pode surgir em qualquer pessoa, de qualquer idade e sexo. Entretanto, há algumas condições e problemas preexistentes que podem aumentar a chance de o indivíduo desenvolver esse distúrbio. Veja a seguir quais são eles e fique atento:

  • idade – a incidência de intolerância à lactose é maior em pessoas mais velhas;
  • etnia – a intolerância tem índice maior entre asiáticos, negros, hispânicos e indígenas;
  • nascimento prematuro – os bebês prematuros apresentam menos lactase no organismo;
  • enfermidades – a doença de Crohn, por exemplo, provoca uma alteração no intestino e, por isso, ajuda a aumentar a deficiência da enzima lactase.

Tipos de alergia a lactose

Muita gente não sabe, mas existem três tipos diferentes de intolerância à lactose. Dois deles podem aparecer ao longo da vida, mesmo depois de o indivíduo ter passado anos e mais anos consumindo leite de vaca, queijos e iogurtes sem apresentar nenhum problema no sistema digestivo. Abaixo explicamos a diferença entre cada um deles. Acompanhe!

Intolerância congênita

Esse é o tipo mais raro, no qual o bebê já nasce com essa deficiência na produção de lactase. Por causa disso, a mãe da criança pode ter dificuldades na amamentação.

Por ser um problema hereditário, a mãe ou o pai deve ter essa intolerância congênita para transmitir ao filho. Desse modo, fica mais fácil prever essa condição e pensar em soluções ainda na gravidez, antes de iniciar o período de amamentação.

Intolerância primária

A intolerância primária é a forma mais comum entre as três e, assim como a congênita, ela é hereditária. Porém, a deficiência só se manifesta no paciente com o passar do tempo. Isso porque, ao longo dos anos, a produção de lactase diminui e causa uma dificuldade maior para digerir os alimentos lácteos.

Intolerância secundária

Mesmo se você não apresentar nenhuma predisposição genética à intolerância à lactose, é possível desenvolver o distúrbio em algumas situações. Por exemplo, quando alguma condição prejudica a sua flora intestinal, como as doenças inflamatórias e a doença celíaca, pode haver uma intolerância temporária. Isso porque muitas dessas condições afetam diretamente a produção da enzima lactase no organismo.

Mas fique tranquilo! Há uma boa notícia para esses casos. Ao tratar a doença responsável por provocar a carência de lactase no organismo, a intolerância à lactose vai desaparecer com ela.

Sintomas de intolerância à lactose

Depois de entender as informações importantes sobre o problema, finalmente vamos falar dos sintomas de intolerância à lactose. Um copo de leite pode ser suficiente para provocar alguns efeitos indesejados. Geralmente, eles têm início entre 30 minutos e 2 horas após a pessoa ingerir alimentos com lactose na composição.

Ao falar sobre os sintomas, outro fator importante é o grau de intolerância à lactose: a intensidade dos sintomas pode variar muito de pessoa para pessoa. Veja os principais deles:

  • náusea;
  • dor abdominal;
  • irritação intestinal;
  • diarreia;
  • vômito;
  • inchaço;
  • gases;
  • gordura nas fezes.

Vale ressaltar que apesar de a intolerância à lactose e a alergia ao leite da vaca apresentarem alguns sintomas bem parecidos, são enfermidades distintas. Entenda a diferença entre elas aqui.

Intolerância à lactose

Como mencionado, a intolerância à lactose ocorre quando o corpo não produz ou produz baixa quantidade da enzima lactase.

Alergia ao leite

No caso da alergia ao leite de vaca, ou APLV, como também é conhecida, a doença aparece por causa da presença de uma ou mais proteínas do leite que o sistema imunológico reconhece como um agente agressor. Desse modo, o organismo começa a reagir e desencadeia uma série de sintomas semelhantes aos da intolerância, além de outros como dificuldade para respirar, sangramento intestinal, etc.

A alergia ao leite é bem mais comum em bebês e crianças. No caso de adultos, o problema acontece com certa raridade.

Complicações da intolerância

Ser diagnosticado com essa condição significa ter que retirar do cardápio alimentos preparados com leite e derivados. Mas a ausência desses ingredientes na alimentação pode trazer alguns problemas, como deficiência de cálcio, vitamina D, proteína e riboflavina — um composto orgânico pertencente à classe das vitaminas.

A intolerância também pode levar à perda de peso e à desnutrição. Por isso, você vai precisar de um acompanhamento médico. Há casos em que será necessário incluir na dieta outros alimentos ricos nesses nutrientes ou fazer uso de suplementação alimentar.

Diagnóstico

Um médico especialista é a pessoa mais indicada para fazer o diagnóstico preciso de intolerância à lactose. Para isso, é feita uma avaliação clínica, além de outros tipos de exames, como o de dosagem de lactase na parede do duodeno (parte do sistema digestório).

Pode-se também realizar um exame oral para testar a capacidade de digestão da lactose pelo indivíduo. Nesse caso, o paciente faz a ingestão de uma quantidade de açúcar e o profissional verifica a taxa de glicemia antes e depois.

Outra forma de diagnóstico é por meio da dosagem de hidrogênio emitido por meio da expiração. Isso porque, quando as bactérias realizam a fermentação da lactose, a produção de hidrogênio aumenta. Parte dele é absorvida pelo intestino e eliminada parcialmente pelos pulmões.

Cardápio ideal contra a intolerância à lactose

A intolerância à lactose exige que o paciente tenha algumas restrições alimentares e precise de um cardápio ideal para facilitar o seu dia a dia sem que ele perca os nutrientes essenciais presentes no leite, como cálcio e outros.

Cálcio

O cálcio é essencial para o fortalecimento dos ossos e prevenção de doenças como a osteoporose. Esse nutriente pode ser encontrado com muita facilidade no leite, porém, felizmente para os intolerantes à lactose, há outros alimentos que também fornecem esse nutriente.

Alguns exemplos disso são as sementes de gergelim e as oleaginosas – como avelãs, castanhas do Pará, amêndoas e nozes. Também é possível encontrar o cálcio em vegetais verdes-escuros, sardinhas, soja e derivados, algas marinhas e flocos de aveia integral. Algumas marcas de leite também retiram a lactose da sua composição, mas, ainda assim, mantêm as doses de cálcio.

Fósforo

Outra composição essencial para o seu dia a dia é o fósforo, que, assim como o cálcio, tem uma função importante de proteger os ossos e dentes. Você pode encontrá-lo em peixes, soja, lentilha, feijão, carnes, ovos, aveia e alcachofra. Esses alimentos garantem a quantidade necessária de fósforo para o seu corpo se você ingerir de duas a três porções por dia.

Fontes de proteínas

O leite costuma ser uma ótima fonte de proteínas e fornece todos os aminoácidos essenciais para o seu corpo, que ajudam na formação de tecidos e reconstrução muscular. Para repor as proteínas que não podem ser adquiridas com o leite, você pode consumir carne vermelha. Porém, a maior recomendação é priorizar a soja em detrimento da carne, já que o ferro presente na carne dificulta a absorção de cálcio.

Potássio

O potássio é outro elemento importante presente no leite. Ele é responsável pela ativação dos sistemas enzimáticos e do mecanismo de contração e relaxamento dos músculos. Por isso, para equilibrar o organismo, invista em alimentos como banana, melão, damasco, nozes, farelo de trigo, etc.

Receitas sem lactose

Quer aprender como acrescentar os alimentos mencionados acima no seu dia a dia por meio de receitas saudáveis e gostosas? Ensinamos uma receita muito saborosa e fácil para você experimentar. Acompanhe!

Talharim de abobrinha

Modo de preparo

Primeiro, retire as cascas da abobrinha. Com um cortador de legumes, retire “fitas” da abobrinha e, depois, com uma faca, corte duas ou três vezes no sentido do comprimento para ficar como um talharim. Em seguida, refogue o talharim de abobrinha em 2 colheres de sopa de azeite. Na sequência, polvilhe uma colher rasa (café) de caldo de legumes em pó e duas colheres (sopa) de água só para dar uma amolecida. Por fim, cubra com um molho de sua preferência.

Brasileiros aumentam consumo de produtos sem lactose

  • A estimativa é que o consumo de leite sem lactose, por exemplo, cresça entre 10 e 15% nos próximos cinco anos;
  • no Brasil, os produtos já têm uma alta taxa de crescimento, com vendas entre 300 milhões e US$ 2 per capita anuais.

Tratamento

Depois de o paciente ter a intolerância diagnosticada, é preciso contar com o auxílio de um nutricionista para montar uma dieta de acordo com as restrições necessárias. No início, uma maior quantidade de itens deve ser retirada do cardápio para evitar a ingestão de produtos com laticínios. Somente depois eles podem ser reintroduzidos de acordo com os resultados das próximas avaliações.

Uma das prioridades é a inserção de alimentos que são fontes de cálcio, como o espinafre, o agrião, o brócolis, a couve, o gergelim, entre tantos outros. Alguns probióticos — suplemento alimentar rico em microrganismos vivos — também são capazes de alterar a flora intestinal e, assim, aumentar a produção de lactase. Veja a lista a seguir:

  • vegetais verde-escuros, como espinafre, agrião, brócolis, couve;
  • ovos e peixes, como sardinha, salmão e atum;
  • sucos e cereais fortificados com cálcio;
  • produtos fortificados à base de soja, como leite de soja e tofu;
  • gergelim;
  • amêndoas;
  • melado de cana.

Atualmente, a intolerância é muito mais fácil de ser controlada, pois existe no mercado uma grande variedade de produtos sem lactose, ou seja, você não precisa deixar de tomar aquele leite com chocolate ou comer um snack saudável no meio da tarde. Além disso, há medicamentos para fazer a reposição da lactase.

Remédio para a intolerância

No mercado, há um suplemento alimentar à base de lactase exógena à disposição dos pacientes. O produto age no organismo e processa a lactose consumida. Ou seja, ele cumpre a função da enzima em falta (ou pouco presente) no organismo.

Esse suplemento traz uma melhora na qualidade de vida do indivíduo, porque ele pode consumir leite e derivados sem sentir os desconfortos normalmente causados pela sua ingestão. Quando o uso for recomendado, o medicamento deve ser ingerido antes ou durante o consumo de alimentos lácteos.

Ficar atento à dosagem é fundamental, pois a quantidade do suplemento alimentar deve ser proporcional à porção de comida ingerida. Se for consumida uma dose mais baixa do que o recomendado, ele pode não fazer efeito e os sintomas aparecerão do mesmo jeito como se o organismo não tivesse recebido a suplementação.

Prevenção

Infelizmente, ainda não existe uma maneira conhecida de prevenir o surgimento da alergia a lactose. Mas evitar ou restringir o consumo de produtos lácteos na dieta pode ajudar a reduzir e prevenir os sintomas dessa condição de saúde.

De qualquer forma, o importante nesse caso é procurar profissionais especializados para fazer a avaliação e os tratamentos adequados. Até porque existem restrições no uso de alguns produtos e medicações, principalmente, para mulheres grávidas, crianças e lactantes que têm alergia a lactose.

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